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6.7.10

| COMPORTA | PARTE IV | OS NOVOS PROJECTOS

Este artigo constitui a quarta parte de uma série de artigos sobre os trabalhos do atelier na Comporta ao longo dos últimos anos.

ALDEIA DO POSSANCO

As duas moradias em fase de projecto na Aldeia do Possanco, integram os lotes 27 e 61.

São edificações semelhantes às já existentes no que respeita à construitividade e materialidade, embora formalizadas de forma distinta.

O objectivo é, mais uma vez, a adaptação da arquitectura, com uma linguagem contemporânea, às características intrísecas dos locais onde se inserem.

LOTE 27


LOTE 61



29.6.10

| COMPORTA | PARTE III | AS MORADIAS

Este artigo constitui a terceira parte de uma série de artigos sobre os trabalhos do atelier na Comporta ao longo dos últimos anos.

LAGOA FORMOSA

Numa antiga lagoa que lhe deu o nome, drenaram-se as águas e abriram-se campos agrícolas. O valor produtivo das turfeiras, protegidas dos ventos do mar pelo cordão dunar bem desenvolvido, assegurou, até hoje, a produção agrícola desta zona, que é actualmente protegida.

Existem muito poucas habitações na Lagoa Formosa, razão pela qual este local é, actualmente, um dos mais genuínos de toda a Herdade.

Interpretando as antigas casas de madeira e cobertura de colmo, típicas desta região, cirámos três moradias, procurando acima de tudo respeitar as características morfológicas de grande sensibilidade das dunas, a relação entre a malha urbana de baixa densidade e a transição para os campos agrícolas e as relações visuais mágicas que apenas aqui existem.

LOTE 35


LOTES 32 E 33




ALDEIA DO POSSANCO

A aldeia surgiu de forma espontânea, como tantos lugarejos nestas zonas. A partir de meados do século XX, o trabalho agrícola atraíu ranchos de trabalhadores, que começaram por se fixar nestas zonas pantanosas sazonalmente. As construções eram simples, quase espartanas, de madeira pintada e colmo a revestir as coberturas.

Com o 25 de Abril, a construção de génese ilegal explodiu e a Aldeia do Possanco não foi excepção. Só mais tarde, com a delimitação da faixa de reserva do estuário do Sado, foram desenvolvidos os planos de regularização destas áreas.

No plano deste lugar, desenvolvemos algumas moradias, procurando sempre aliar os métodos tradicionais de construção com técnicas contemporâneas de projectar.

LOTES 1, 3, 4 E 5


LOTES 19, 45, 46 e 63


LOTE 44



| COMPORTA | PARTE II | OS RESTAURANTES

Este artigo constitui a segunda parte de uma série de artigos sobre os trabalhos do atelier na Comporta ao longo dos últimos anos.

Famosas pelos extensos e claros areais e pelas águas turquesas e cristalinas, as praias da Comporta tornaram-se num dos destinos preferidos de muitos portugueses e de cada vez mais estrangeiros.

Duas praias, dois restaurantes. Este foi um dos desafios colocados à ARQUITRAVE. O Comporta Café, na Praia da Comporta, e o Restaurante dos Pescadores, na vizinha Praia do Carvalhal.

Não descurando nunca o imaginário da arquitectura vernacular existente na Herdade e, simultaneamente, tentando encontrar uma linguagem inovadora e que fizesse os clientes entrar no verdadeiro "clima de férias", projectámos dois restaurantes em madeira, poisados sobre a areia e protegidos pelos cordões dunares.

Para cada um deles, as características da praia e da expressão das dunas foram o mote de partida para o desenho. As formas, as cores, os contrastes de luz e de sombra, tudo foi adaptado de forma a criar espaços agradáveis, confortáveis e de descanso.

Lugares por onde entram o som das ondas e o sol reflectido na areia.

COMPORTA CAFÉ - PRAIA DA COMPORTA (Restaurante e apoio de praia)




RESTAURANTE DOS PESCADORES - PRAIA DO CARVALHAL



22.6.10

| COMPORTA | PARTE I | O INÍCIO

Este artigo constitui a primeira parte de uma série de artigos sobre os trabalhos do atelier na Comporta ao longo dos últimos anos.

Situada em pleno Litoral Alentejano, pousada sobre as águas do Atlântico, a Poente, e sobre o estuário do Sado, a Norte, a Herdade da Comporta tem tido uma evolução contida e homogénea no tempo, fruto sobretudo de uma história singular.

Ocupada desde a época do Neolítico, foi nas idades do Bronze e do Ferro que estas terras pantanosas foram sendo ocupadas. Embora o Sado fosse cada vez mais utilizado para produção de sal, a Herdade manteve-se à margem deste processo, subsistindo apenas pequenas comunidades dedicadas à pesca.

No século XVIII, a Herdade foi atravessada pela importante estrada de ligação entre o Algarve e o Alentejo e, mais tarde, as dinâmicas pombalinas introduziram a cultura do arroz. No século XIX a área foi integrada na Companhia das Lezírias, embora com uma importância relativamente baixa no contexto da grande empresa agrícola. A mecanização dos trabalhos agrícolas, em meados desse século, tornou possível a plantação do pinhal em extensão. Mas só no século XX foi possível a melhoria dos canais de drenagem, o que se traduziu numa melhoria da produção do arroz. A propriedade foi então comprada pela Atlantic Company, que desenvolveu os principais núcleos urbanos: Comporta, Carrasqueira, Torre e Carvalhal.

No decorrer das décadas de 30 e seguintes, as povoações vão crescendo e, com a ligação a Tróia, a Herdade viu o início da sua abertura ao restante território. Foi também nesta altura que entriou o Grupo Espírito Santo, infra-estruturando a propriedade, implantando o aeródromo e concluindo a ligação a Setúbal.

Em meados dos anos 70, a Herdade foi nacionalizada, começando um processo contínuo de baixa qualidade e, muitas vezes, ilegal, o que promoveu uma descaracterização lenta do território.

Já na década de 90, com a consciencialização dos valores paisagísticos, ecológicos e ambientais da Herdade, iniciou-se uma estratégia para a sua recuperação.

Por esta altura, o nosso atelier integrou um conjunto mais vasto de outras equipas na definição clara e integrada de estratégias para a requalificação paisagística, recuperação patrimonial e restabelecimentos dos valores inerentes a este lugar.